Capa do livro Lucius

Lucius

Parte de: Celebrações Mortais

Raíssa Duarte nunca foi boa em cuidar de nada além de si mesma. Indiferente a quem a cerca, ela sobrevive trabalhando como dog walker em bairros onde o dinheiro é tão frio quanto as pessoas. Pelo menos até encontrar um predador faminto.

Numa noite chuvosa, Raíssa resgata um pequeno gato branco abandonado na rua. O filhote é dócil — e estranhamente peculiar. Silencioso. Faminto. Atento. Ele observa. Ele aprende. Raíssa tenta ignorar os sinais, mesmo quando estranhos desaparecimentos começam a acontecer ao seu redor.

Tudo piora quando um homem passa a segui-la pelas ruas. Obcecado, ele insiste em falar sobre um experimento que fugiu do controle e um erro que não pode ser desfeito. Arrastada para o centro de algo que se recusa a compreender, Raíssa é forçada a encarar uma verdade incômoda: aquilo que ela acolheu não é um animal. Não é sobrenatural. É algo vivo. Algo orgânico. Algo que aprende o mundo consumindo.

Aceitar isso exigiria responsabilidade — algo que Raíssa sempre evitou. Mas, à medida que os desaparecimentos se acumulam, fugir pode não ser mais uma opção.

Porque alguns monstros não caçam. Eles aprendem. E depois, replicam.

“Lucius”, o décimo segundo e último conto da série Celebrações Mortais, é uma história de terror psicológico e ficção científica inquietante, onde afeto vira fome, identidade vira matéria-prima e o corpo humano é apenas mais um molde possível. Prepare-se.

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