Eco
Parte de: Celebrações MortaisRoberto é um homem solitário que trabalha como motorista por aplicativo para sobreviver. Morando em um apartamento decadente, encontra na escrita sua única válvula de escape. Mas… o que acontece quando as palavras começam a ganhar vida própria?
Até onde vai o poder das palavras? E se aquilo que você escreve pudesse, de fato, se tornar realidade?
O que começa como um refúgio logo se transforma em um sonho — ou pesadelo — inquietante: Roberto descobre que tudo o que escreve começa a acontecer. Entre a descrença e a fascinação, ele passa a usar esse estranho dom para moldar o mundo à sua volta — punindo as escórias da sociedade, realizando seus desejos mais longínquos e manipulando destinos.
Nas corridas noturnas, vê refletido em cada passageiro o eco das tramas que desenha. Pesadelos cada vez mais agressivos invadem suas noites. Coincidências impossíveis começam a surgir: mortes misteriosas, um incêndio inexplicável e até uma leitora inesperada. Cada frase se transforma em premonição e cada premonição, em uma perigosa dose de poder. Quando a busca por alívio se converte em vingança, Roberto percebe que brincar de Deus tem um preço alto.
Será que somos nós que escrevemos nossas histórias… ou são elas que acabam escrevendo quem somos?
“Eco”, o sexto conto da série Celebrações Mortais, é uma narrativa de terror psicológico, onde aquele que acreditava controlar a trama passa a ser conduzido por ela — para um final que talvez não lhe pertença.